O deputado condenado no processo do mensalão, João Paulo Cunha (PT-SP), utilizou a tribuna da Câmara nesta quarta-feira (11) para se defender da condenação a quase 10 anos de prisão, pelo Supremo Tribunal Federal. O parlamentar afirmou que o julgamento seria uma “peça teatral de farsa”. “Eu sei o que fiz e o que não fiz. Eu nunca fiz nada de errado. E se tivesse que fazer, não faria aqui [na Câmara]", disse.
O deputado lançou uma revista em que se defende da condenação e afirmou que acredita que o caso possa ser revisto, já que ainda aguarda o julgamento dos embargos infringentes. "Sou mensaleiro de muitos anos. Passo por esse infortúnio desde 2005. Essa é uma prestação de contas aos meus 256 mil eleitores, aos senhores deputados e aos filiados do PT. Fiz uma opção pelo silencio, ele acaba aproximando a gente da gente mesmo.
O político tem facilidade para falar, mas pouca para se ouvir. Só percebi isso quando fui arrasado por esse processo", afirmou Cunha. Sobre a possível e iminente prisão, o deputado lembrou do falecido Nelson Mandela. "Se o Mandela ficou 27 anos preso, longe de mim me comparar com o Mandela, eu suportarei também. Eu não quero é ficar sozinho lá [...] Quero que me mandem cartas", disse.
Fonte: BN

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