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NOVA FASE DA LAVA JATO PRENDE EX-VEREADOR PETISTA.


Denominada Pixuleco II, nova etapa da operação revela que esquema de empréstimos consignados com o Ministério do Planejamento gerou “vantagens ilícitas que superam R$ 50 milhões”. Ex-vereador, Alexandre Romano foi preso e apontado como operador de propinas

A Polícia Federal cumpre desde o início da manhã desta quinta-feira (13) um mandado de prisão temporária e outros dez de busca e apreensão, dando início à 18ª fase da Operação Lava Jato. Denominada Pixuleco II, termo que conota o recebimento de propina por investigados. Um dos presos é o ex-vereador do PT Alexandre Romano, apontado operador do esquema de propinas na Petrobras que antecedeu o lobista Milton Pascowitch, um dos delatores da Lava Jato. Com cerca de 70 policiais envolvidos, os mandados são cumpridos desde a madrugada em Brasília, Porto Alegre, São Paulo e Curitiba.

Segundo informações da Polícia Federal, o foco dessa nova fase da operação é o cumprimento de medidas cautelares contra um operador – no caso, Romano – que teria a atribuição de arrecadar “valores ilícitos”, em um total de mais de R$ 50 milhões, por meio de contratos de crédito consignado junto ao Ministério do Planejamento. De acordo com a investigação, operadores de empresas de fachada confirmaram o recebimento de propina.

“O foco das investigações dessa fase é o cumprimento de medidas cautelares em relação ao operador identificado a partir da deflagração da fase anterior responsável por arrecadar valores relacionados a vantagens ilícitas que superam R$ 50 milhões”, informou a Polícia Federal.

Os mandados foram decretados pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pela condução dos inquéritos da Lava Jato em primeira instância. Um dos alvos dessa nova fase é um advogado que trabalha no Centro Empresarial Brasil XXI, em Brasília, a poucos metros do posto de gasolina que abriga um escritório que lavava dinheiro do esquema e deu origem à Lava Jato.

No centro empresarial funciona a JD2 Consultoria, do ex-ministro José Dirceu, preso há dez dias depois da deflagração da Pixuleco I, 17ª fase da Lava Jato. A empresa está no foco das investigações dessas duas mais recentes fases da Lava Jato. Ainda segundo a PF, os recursos para pagamento de propina eram provenientes dos empréstimos consignados firmados junto ao Ministério do Planejamento, por meio de uma empresa que formalizava os contratos com a pasta.


Fonte: Congresso em Foco

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