Servidores Municipais da Educação decidem paralisar atividades após assembléia realizada pelo SINPROFE na tarde desta sexta-feira (13), no Colégio Alcyvando Luz.
A reunião foi regida com os nervos à flor da pele. Os professores que compareceram estavam revoltados com o descaso da Prefeitura Municipal de Barreiras com a categoria, que vem sofrendo desde o início com vários problemas.
Na assembléia de hoje, novos problemas e reivindicações foram apresentados para a imprensa e vereadores que estavam presentes. A presidente do SINDPROFE, Maria Verônica Porto, abriu a reunião falando das tentativas de negociações frustradas com a prefeitura de Barreiras. "Estamos voltando de uma paralisação de advertência e fomos procurar a prefeitura para tentar solucionar o problema da falta de pagamento dos servidores de M à Z, e chegando lá mais uma vez foi estipulado um novo prazo para o pagamento dessas pessoas. Estamos aqui hoje para ouvir a decisão de vocês, porque o sindicato não toma as decisões pela classe e simplesmente dá apoio". Concluiu a Professora Verônica.
Após a fala da presidente do sindicato, alguns servidores pediram a palavra para expor os problemas com alguns direitos que vem sendo cortados pela prefeitura, dentre eles: o pagamento de difícil acesso, 10% para os professores que trabalham com crianças especiais, atividades complementares, redução de carga horária de profissionais do concurso de 2008 e o adicional noturno.
A vice presidente Luzimar Pereira dos Santos, pediu a palavra após uma denúncia de que os sábados não estavam sendo inclusos nos contra cheques dos professores e disse que isso é inadmissível, sendo esse um direito assegurado pela lei.
Questionamentos sobre a representatividade do SINPROFE foram levantadas durante toda a reunião, porém, no fim a causa maior foi aceita por todos que estavam presentes e ficou decidido que a partir da segunda-feira (16), até a quarta (18), os servidores paralisarão as atividades, mesmo se o pagamento for realizado a decisão permanecerá. Na quarta-feira uma nova assembléia será realizada para discutir quais rumos a classe tomará.
"É a hora de estarmos unidos e não temos que ter medo do prefeito, descontos em nossos contra cheques não vão nos matar de fome. O que não podemos aceitar é o desrespeito e a humilhação pela qual estamos sendo submetidos. Toda greve ou paralisação tem perdas". Concluiu a professora Jondina Carvalho.
Após o término, os professores e especialistas em educação assinaram a ata que será enviado à prefeitura, comunicando a decisão da categoria.
Fonte: Fernando Pop
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