A relutância do prefeito Antonio Henrique em consignar em
projeto de lei o pagamento do retroativo em duas parcelas conforme negociado
com diretoria do SINPROFE teve desdobramentos nesta terça feira. Em assembléia
conjunta dos três sindicados que representam os servidores municipais,
trabalhadores na educação e professores especialistas, SINDSEMB, APLB e
SINPROFE. Os professores por sua grande maioria presentes na assembléia
decidiram que não aceitam a aprovação do projeto de lei da forma que foi
enviado pelo executivo, ou seja, sem consignar no texto da lei o compromisso da
gestão com o pagamento em duas parcelas do retroativo.
No PL que esta tramitando na Câmara enviado pelo chefe do executivo,
o município assume o pagamento do reajuste de 7,97%, mas silencia-se a cerca do
pagamento do retroativo em duas parcelas conforme acertado na mesa de
negociação com o SINPROFE.
Diante do impasse, os professores reunidos em assembléia ontem
(terça feira 16/07) às 15hs, no SINDSEMB, com a participação do SINPROFE e
APLB, decidiram que não aceitam a posição do executivo, e votaram pela
constituição de uma comissão com a participação dos três sindicatos mais três
professores (Josélia Cruz, Deisiane Bueno e Mágila Nordania Antunes), que
doravante sentarão a mesa com o chefe do executivo para assegurar no texto da
lei a garantia do pagamento do retroativo, também ficou decidido que os
sindicatos irão propor ação no Ministério Público Federal para saber que
destino esta sendo dado aos 13.763.412,58 (treze milhões, setecentos e sessenta
e três mil, quatrocentos e doze reais e cinqüenta e oito centavos) recebidos de
Janeiro a Maio pelo município de repasse do FUNDEB.
A assembléia contou com a presença dos vereadores Gilson
Rodrigues e Lucia Carlos, bem como da vereadora Marileide. Em seu
pronunciamento o vereador Gilson informou aos presentes que o legislativo esta
pronto para votar o PL, basta que a categoria sinalize positivamente e que o
projeto não foi votado na semana anterior porque muitos professores em romaria
a Câmara, pediram com lagrimas que o projeto não fosse votado como se encontra.
Por sua vez a vereadora Marileide disse que o governo ira
defender a aprovação do projeto da forma que foi enviado a Câmara e que o
pagamento do retroativo obedecerá a negociação já feita com sindicato. Em
seguida o vereador Lucio Carlos afirmou que a gestão não tem compromisso com os
professores, se tivesse mandaria o Projeto de Lei se comprometendo com o
pagamento do retroativo.
A assembléia terminou em clima de euforia, com os
professores mobilizados e dispostos a lutar pelos seus direitos que não estão
sendo respeitados pela atual gestão e que se necessário for irão à greve.
Ascom SINDSEMB.

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