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| A Polícia Rodoviária Federal esteve no local para negociar a liberação da pista |
Entre as reivindicações dos moradores estão o esgoto entupido na parte baixa do bairro e que corre a céu aberto, onde as fezes seguem in natura direto para o rio Grande, as rachaduras que estão aparecendo em algumas casas, o possível acordo feito com a Caixa Econômica Federal e que não está sendo cumprido, a ineficiência do transporte coletivo que durante a semana passa apenas de hora em hora e nos finais de semana de duas em duas horas, fazendo com que os alunos que estudam a noite sejam obrigados a sair mais cedo da aula para não ficarem sem o transporte.
De acordo com Vanusa Barros de Oliveira, além dessas reclamações, outra que tem tirado o sono de pais de alunos é que apenas dois ônibus escolares estão circulando no bairro. “
É o maior perigo, pois eles saem superlotados uma vez que existem mais de 400 estudantes que moram no Arboreto I”.
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| Os manifestantes queimaram galhos e pneus na BR |
Vanusa disse ainda que a ausência de garis limpando as ruas também incomoda. Segundo ela, alguns moradores do bairro se reúnem todas as quartas-feiras em mutirão para a retirada do lixo.
Já a moradora Renilda Ferreira dos Santos pede a implantação urgente de uma ciclovia do Arboreto I até a Vila Amorim. “
Por falta de acostamento ou de uma ciclovia, já ocorreram vários acidente com ciclistas nesta rodovia, alguns com vítimas fatais”, reclamou.
Foram vários os motivos que levaram os moradores a interditarem a BR 135, mas um tem sido unanimidade entre os manifestantes.
De acordo com Renilda, eles entraram em acordo com a Caixa e receberam as casas mesmo antes da colocação de cerâmica nos quartos e a construção do muro no quintal. “
A Caixa concordou e ficou de liberar na conta de cada proprietário o valor de R$ 2 mil, dinheiro que seria usado na compra do material e na contratação da mão de obra. Já fomos várias vezes até a caixa e até o momento não obtemos respostas”, comentou a moradora, relatando que têm pessoas sofrendo com o pó de cimento e brita que levanta do piso morto. “
Se não formos atendidos iremos nos manifestar em frente a caixa, no centro de Barreiras”, avisou.
Rubens Bernardes, presidente da Associação dos Moradores do Arboreto I falou que apesar do abandono da comunidade, a manifestação foi pacífica e ordeira. “Agradecemos a Polícia Rodoviária Federal e a Militar por entenderem que a nossa manifestação é justa”.
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O corpo de bombeiro foi acionado para apagar o fogo e liberar a rodovia
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O superintendente da Caixa Econômica Federal em Barreiras, Valter Siqueira, contradisse as informações dos moradores alegando que não procede e nunca foi dito que a caixa repassaria o valor de R$ 2 mil para que cada morador terminasse as obras. “
É preciso que se diga que tanto o Arboreto I como o Arboreto II fazem parte da 1ª fase do Programa Minha Casa Minha Vida e não eram contemplados inicialmente com a colocação de piso de cerâmica nas residências. Mesmo não constando no contrato a colocação de piso, a CEF resolveu dotar as casas com mais essa benfeitoria, mas infelizmente as construtoras que implantaram os dois Conjuntos Habitacionais informaram que não tinham mais interesse em continuar as obras”, informou o superintendente, ressaltando que o que ficou acertado com os moradores é que a caixa irá contratar outra empresa para terminar os serviços, e isso já está sendo feito. “
A caixa já está prospectando outras construtoras e já apareceram duas empresas interessadas. Acredito que em breve esses problemas serão sanados”.
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Fezes boiam no esgoto do Arboreto I
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Quanto a entrega dos imóveis antes mesmo da colocação do piso, Valter Siqueira alegou que foi feito porque os beneficiários tinham um desejo antigo de ocupar suas novas residências, mesmo estando incompletas. “
Muitos moradores estavam ansiosos em realizar o antigo sonho da casa própria e já tinham matriculados seus filhos em escolas de bairros próximos. Além disso, muitos deles penavam com o pagamento de aluguéis, por isso agilizamos a entrega”, completou Valter Siqueira.
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A língua negra do fétido esgoto segue in natura para o rio Grande
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Quanto ao esgoto que está correndo a céu aberto, causado um mau cheiro, Valter Siqueira falou que irá procurar os representantes da Embasa para resolver o problema.
Fonte: Jornal Nova Fronteira
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