O pastor Marcos Pereira, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, preso desde o dia 8 de maio, acusado de estupro, foi ouvido em juízo pela primeira vez na segunda-feira (17), na 1ª Vara Criminal de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. No depoimento, o pastor negou o estupro e acusou pessoas ligadas à ONG Afroreggae de convencer a suposta vítima e outras que foram ouvidas a fazerem as acusações. Segundo informações do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio), quatro testemunhas de acusação foram ouvidas na audiência e confirmaram terem sido vítimas de abusos sexuais por parte do pastor, sendo que duas delas eram menores de idade na época. As testemunhas relataram que viam o pastor como um "homem de Deus" e se sentiam obrigadas a obedecê-lo, deixando, inclusive, de visitar suas famílias e participando de orgias organizadas por ele.
De acordo com o TJ-RJ, no entanto, nenhuma delas conseguiu confirmar os fatos narrados na denúncia do processo. A primeira e a segunda testemunhas de defesa foram a mulher do acusado e outra suposta vítima que estavam arroladas como testemunhas de acusação, mas voltaram atrás nas denúncias de estupro e acabaram depondo como testemunhas da defesa. A mulher do pastor chegou inclusive a ser foi indiciada por denunciação caluniosa no último dia 12. Apesar de a vítima do processo ter se retratado, ele continuará a correr devido a uma súmula do STF (Supremo Tribunal Federal) que diz que quando o estupro é cometido com violência real, a ação penal passa a ter como autor o Ministério Público, independentemente da vontade da vítima. Foram ouvidas, ainda, mais três testemunhas de defesa, que afirmaram serem falsas as acusações contra o pastor. No final da audiência, a defesa pediu o relaxamento da prisão de Marcos Pereira, o que foi negado pelo juiz.
Fonte: Noticias uol

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