Todas as atenções na cidade de Ruy Barbosa, a 300 km de Salvador, se voltaram ao Fórum Edgar Mendes Quintela nessa segunda-feira (18/2). Bem cedo, os grupos feministas já se organizavam em protesto. Com faixas e cartazes, eles pediam a condenação dos integrantes da Banda New Hit, acusados de estuprarem duas adolescentes fãs do grupo.
A audiência de instrução prosseguirá até essa quarta-feira (20), quando testemunhas de acusação e defesa além dos artistas, serão ouvidas. Segundo a promotora Marina Jansen, os três dias de audiência poderão adiantar o processo, mas não serão suficientes para a conclusão dos trabalhos. Pessoas de outras regiões do estado ainda serão ouvidas. O advogado Cléber Andrade adiantou que a principal tese de defesa dos acusados é a de consentimento sexual, e acredita na absolvição. Durante todo o primeiro dia de audiência, houve muitos protestos. Cartazes com a frase “Estupro É Crime!” foram colados nos postes da cidade. Material distribuído na área do fórum também lembrava que estupro é crime e pedia a condenação dos integrantes da banda. A representante da Marcha Mundial das Mulheres, Maiara Guedes, lembrou que a cada três minutos uma mulher é violentada no país, conforme os dados do Mapa da Violência, e a punição terá de ser dada. A deputada Luiza Maia (PT) chegou a Ruy Barbosa na noite de domingo para acompanhar a audiência. “O importante é que justiça seja feita”, disse ela. A deputada confirmou também a presença de caravanas de oito municípios. Um das duas adolescentes foi ouvida. A jovem estava acompanhada da mãe, de agentes do Programa de Proteção (PPCAM) e de uma advogada do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente da Bahia (Cedeca). A audiência foi iniciada com o depoimento da primeira testemunha de acusação. Ela respondeu aos questionamentos da juíza Márcia Simões, da promotora de Justiça, Marisa Marinho, e dos advogados. A segunda testemunha ouvida foi um policial militar, que atendeu as duas adolescentes após o crime. O caso aconteceu no dia 25 de agosto de 2012. As adolescentes de 16 anos que fizeram a denúncia foram submetidas a exame de corpo de delito no Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Feira de Santana. O grupo foi preso pela Polícia Civil após denúncia das menores, que são da cidade de Itaberaba. Os nove integrantes da New Hit ficaram presos por 35 dias no Presídio de Feira de Santana. Já o PM envolvido no caso foi detido no Batalhão de Choque, em Salvador. Atualmente, todos os acusados da Banda New Hit estão soltos.
Fonte: Tribuna da Bahia

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