
Estive pensando muito ontem a noite sobre uma grande dúvida que eu tinha, e até cheguei a fazer uma pesquisa com alguns amigos, fazendo a seguinte pergunta; O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente?
Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? Sabe, isso começou a tirar meu sono, e cheguei até a imaginar que talvez o ódio fosse também uma maneira de se estar com alguém, uma vez que a indiferença de apaga totalmente do banco de dados da outra pessoa. Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente.
Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor. Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? Não precisamos de nada.
A pessoa em questão pode saltar de um penhasco, assistir aula de terno e gravata, ser condenado a pena de morte, não estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Ouvi uma vez que o amor está mais perto do ódio do que a gente geralmente supõe, e que são o verso e o reverso da mesma moeda de paixão, e que o oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença.
“Li em um livro á muitos anos atrás que tem vários jeitos da gente matar uma pessoa, e que a indiferença é uma delas”. Deve ser horrível amar alguém e receber em troca a indiferença, eu particularmente prefiro que a pessoa se manifeste e diga o que sente, o que a incomoda, do que ignorar a minha existência, isso me mataria por dentro com certeza.
Mas também não suportaria ver a cada instante que a pessoa a quem eu amo com todo meu coração e toda minha alma, me retribui sempre com pedradas, isso me mataria aos poucos.
Eu sinceramente preferiria me afastar, e tentar levar minha vida longe, pois se fosse um amor verdadeiro o que existisse em meu peito, o que iria importar é se a pessoa estaria bem e feliz, mesmo que pra isso eu precisasse ficar longe.
Para mim, ódio e indiferença são dois sentimentos fortes e que eu particularmente não gostaria que sentissem por mim, assim como não gostaria de sentir por ninguém.
Sheylla Ribeiro/Correspondente em Brasilia
Postar um comentário
Os comentários publicados são de total responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a opinião do Blog TV Web Barreiras. Não são permitidos comentários que desrespeitem a legislação vigente, a moral, os bons costumes ou que infrinjam direitos de terceiros. O Blog TV Web Barreiras se reserva o direito de remover, sem aviso prévio, qualquer comentário que não atenda a essas diretrizes ou que esteja fora do contexto da discussão. Comentários anônimos ou sem identificação também poderão ser excluídos.