Levantamento com dados da Receita Federal mostra LEM na primeira posição, com 21.049 empresas ativas, seguido por Barreiras, com 19.229; números evidenciam a diversificação e a força econômica da região
BARREIRAS — O dinamismo econômico do Oeste da Bahia ganha dimensão quando observado pelo número de empresas em funcionamento nos principais municípios da região. Levantamento divulgado com base em dados do Observatório Sebrae e da Receita Federal, referentes a julho de 2026, coloca Luís Eduardo Magalhães e Barreiras nas duas primeiras posições, reunindo, juntas, 40.278 empresas ativas.
Luís Eduardo Magalhães aparece na liderança, com 21.049 empresas, enquanto Barreiras ocupa a segunda posição, com 19.229. A diferença entre as duas maiores economias empresariais do levantamento é de apenas 1.820 estabelecimentos.
Depois das duas líderes aparece Bom Jesus da Lapa, com 4.671 empresas ativas. Correntina ocupa a quarta colocação, com 2.475, seguida por Santa Maria da Vitória, com 2.467.
São Desidério aparece em sexto lugar, com 2.276 empresas; Barra tem 2.012; Ibotirama, 1.947; Formosa do Rio Preto, 1.621; e Serra do Ramalho fecha o grupo das dez cidades apresentadas no levantamento, com 1.347.
Somados, os dez municípios relacionados na pesquisa alcançam 59.094 empresas ativas.
LEM e Barreiras formam um eixo econômico
Os números mostram uma característica importante do desenvolvimento regional. Embora tenham perfis econômicos distintos, Luís Eduardo Magalhães e Barreiras formam hoje um poderoso eixo empresarial no interior baiano.
Em Luís Eduardo Magalhães, a força do agronegócio impulsionou uma extensa cadeia de comércio, serviços, indústria, máquinas, tecnologia, logística e insumos. Documento da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia aponta justamente comércio e serviços, agropecuária e indústria entre as principais atividades econômicas do município.
A relevância do município dentro da cadeia agropecuária extrapola a própria Bahia. Em fevereiro, o Governo do Estado voltou a classificar o Oeste como uma das mais dinâmicas fronteiras agrícolas brasileiras ao destacar novos investimentos realizados em Luís Eduardo Magalhães.
Barreiras apresenta uma composição mais diversificada. Dados do Observatório Sebrae mostram que comércio varejista, administração pública e atividades ligadas à agricultura e pecuária estão entre os setores que mais empregam no município. Em 2025, eram 45.139 trabalhadores registrados, segundo o levantamento.
Barreiras multiplicou número de empresas
Outro indicador ajuda a dimensionar a transformação econômica da cidade.
Levantamento apresentado em abril pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia e pelo Sebrae apontou que Barreiras passou de 6.349 empresas em 2021 para 19.499 em 2025, crescimento de 207% em quatro anos.
O mesmo estudo identificou agro, saúde, indústria, comércio e serviços como áreas estratégicas e apontou medidas para ampliar o ambiente de inovação do município.
Esse movimento levou Governo da Bahia e Sebrae a desenvolverem planos específicos para os ecossistemas de inovação de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, envolvendo empresas, universidades, poder público e sociedade civil.
Força que vai além das duas maiores cidades
Apesar da concentração empresarial nas duas líderes, o ranking também revela uma economia regional espalhada por diferentes polos.
Bom Jesus da Lapa consolida-se como terceiro maior centro empresarial da relação, enquanto municípios fortemente associados ao agronegócio, como Correntina, São Desidério e Formosa do Rio Preto, aparecem entre os dez primeiros.
Santa Maria da Vitória, Barra, Ibotirama e Serra do Ramalho completam um mapa econômico que ultrapassa o eixo Barreiras–LEM e demonstra a presença de atividade empresarial em diferentes áreas do Oeste.
O cenário regional acompanha ainda um fenômeno nacional. Segundo o Sebrae, os pequenos negócios representam atualmente 95% das empresas ativas do Brasil, respondem por 26,5% do Produto Interno Bruto e foram responsáveis por 80% das vagas de trabalho geradas em 2025.
Oeste consolida ambiente de negócios
Mais do que uma disputa pela primeira colocação, os números ajudam a dimensionar a importância econômica alcançada pelo Oeste baiano.
De um lado, Luís Eduardo Magalhães concentra uma estrutura empresarial fortemente conectada ao agronegócio e às cadeias que se desenvolveram ao seu redor. Do outro, Barreiras exerce papel regional em comércio, serviços, saúde, educação, administração e atividades relacionadas ao setor produtivo.
E, ao redor das duas cidades, outros municípios ampliam gradualmente suas próprias bases empresariais.
O resultado é uma região que já não pode ser analisada exclusivamente pela produção agrícola. O agro permanece como uma das grandes engrenagens, mas ao seu redor cresceu uma economia urbana formada por milhares de empresas, trabalhadores, prestadores de serviços, comerciantes e empreendedores.
Fonte dos números do ranking: publicação baseada no Observatório Sebrae/Receita Federal, com referência a julho de 2026. Dados complementares checados pelo TV Web Barreiras em fontes do Sebrae e do Governo da Bahia.

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