Intervenção recente corrige falha histórica e elimina risco de pedestres dividirem espaço com veículos na rodovia
A ponte da BR-242, conhecida como Ponte de Cimento, em Barreiras, passou a contar com rampas de acesso para pedestres após intervenção da Prefeitura, por meio da Secretaria de Infraestrutura, Obras, Serviços Públicos e Transportes.
A mudança impacta diretamente a mobilidade de cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção, que por anos enfrentaram obstáculos estruturais para atravessar o local.
Antes da adaptação, a ausência de acessibilidade obrigava parte da população a utilizar a própria pista da rodovia para fazer a travessia, dividindo espaço com veículos em movimento.
A situação expunha pedestres a riscos constantes em um dos principais eixos de ligação entre bairros como Morada Nobre, Barreirinha e o centro da cidade.
A intervenção incluiu a instalação de rampas nas cabeceiras da ponte, permitindo acesso contínuo à calçada, sem a necessidade de superar degraus.
O serviço foi executado na gestão do prefeito Otoniel Teixeira, por meio da equipe liderada pelo secretário Bruno José Castro e pela subsecretária Luzeni Santos.
A adequação corrige uma limitação estrutural presente desde a construção da ponte, na década de 1960, período em que não havia exigências de acessibilidade como as atuais.
Na prática, a ausência dessas adaptações ao longo das décadas manteve barreiras físicas que impactavam o deslocamento diário de moradores.
A travessia pela ponte é considerada estratégica por encurtar distâncias entre regiões da cidade, sendo uma alternativa mais direta em relação a outros acessos urbanos.
Com a instalação das rampas, o deslocamento passa a ocorrer de forma contínua e mais segura para todos os usuários.
Cidade muda, demandas surgem e intervenções passam a ser necessárias
Em contato com a reportagem, o vice-prefeito e procurador-geral do município, Túlio Viana, destacou que intervenções desse tipo acompanham a evolução natural das cidades.
“A cidade é um organismo vivo. À medida que ela evolui, as demandas vão surgindo. Uma ponte resolve o problema da maioria, mas depois surge a necessidade de observar quem ficou de fora”, afirmou.
Segundo ele, décadas atrás, a travessia de pedestres era menos comum, principalmente em áreas com maior distância entre bairros.
Com o crescimento urbano, essa dinâmica mudou.
“A mobilidade passou a ser mais necessária. As pessoas começaram a acessar locais que antes não acessavam, e isso exige adaptações para garantir acesso a todos”, disse.
O vice-prefeito também destacou que mudanças demográficas, como o envelhecimento da população, aumentam a necessidade de intervenções urbanas.
“A cidade precisa se adaptar. É necessário eliminar obstáculos, criar acessos e garantir segurança para quem mais precisa”, completou.
A declaração reforça que ajustes em estruturas antigas fazem parte da evolução das cidades e das políticas públicas voltadas à inclusão.
Até o momento, não há registros públicos de intervenções anteriores com foco em acessibilidade na estrutura da ponte ao longo das décadas.
A Prefeitura de Barreiras não divulgou nota técnica detalhada sobre a obra até o fechamento desta matéria.
O espaço permanece aberto para manifestação.


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