Com 11,1 milhões de eleitores, mapa das principais cidades expôs divisão urbana e força decisiva do interior no resultado final
A eleição para o Governo da Bahia em 2022 redesenhou o mapa político do estado e levou a disputa ao segundo turno pela primeira vez desde 1994. Dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral mostram que o comportamento das maiores cidades foi determinante para tensionar o cenário, mas não suficiente para definir o resultado final.
Com 11,1 milhões de eleitores aptos, a Bahia assistiu a uma alternância de liderança entre Jerônimo Rodrigues, do Partido dos Trabalhadores, e ACM Neto, do União Brasil, especialmente nos grandes centros urbanos.
O retrato das 20 maiores cidades revela um estado politicamente dividido.
Primeiro turno: equilíbrio nas grandes cidades
Nos cinco maiores colégios eleitorais, ACM Neto venceu em Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista e Camaçari. Jerônimo liderou em Juazeiro.
Quando o recorte é ampliado para as dez maiores cidades, a disputa se manteve equilibrada. Neto venceu em seis municípios. Jerônimo ficou à frente em quatro, incluindo Barreiras.
Confira o desempenho no primeiro turno nas 20 maiores cidades da Bahia:
No Oeste da Bahia, os dados mostram contraste entre municípios estratégicos. Em Barreiras, Jerônimo venceu no primeiro turno com 41,75%. Já em Luís Eduardo Magalhães, ACM Neto liderou com 41,62%. A diferença revela uma região politicamente heterogênea.
Segundo turno: avanço urbano da oposição
No segundo turno, o cenário mudou nas grandes cidades. ACM Neto venceu em 17 dos 20 maiores colégios eleitorais, incluindo Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Camaçari, Juazeiro e Barreiras.
Veja os números do segundo turno:
Apesar do desempenho nos grandes centros no segundo turno, Jerônimo Rodrigues foi eleito governador com 4.480.464 votos e venceu em 364 dos 417 municípios baianos. ACM Neto obteve maioria em 53 cidades.
O resultado consolidou uma característica estrutural da política baiana: enquanto as grandes cidades concentram visibilidade e influência no debate público, o interior segue sendo decisivo na definição do governo.
Com a aproximação do novo ciclo eleitoral, o comportamento desses colégios volta ao centro das estratégias partidárias. O mapa de 2022 permanece como referência para entender onde cada grupo ganhou força e onde precisará avançar.
Da redação.


Postar um comentário
Os comentários publicados são de total responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a opinião do Blog TV Web Barreiras. Não são permitidos comentários que desrespeitem a legislação vigente, a moral, os bons costumes ou que infrinjam direitos de terceiros. O Blog TV Web Barreiras se reserva o direito de remover, sem aviso prévio, qualquer comentário que não atenda a essas diretrizes ou que esteja fora do contexto da discussão. Comentários anônimos ou sem identificação também poderão ser excluídos.