Filho de feirantes, vereador transformou origens humildes em força política e assume hoje a segunda cadeira mais importante de Barreiras
Na cidade onde as feiras livres sempre pulsaram como o coração da economia popular, nasceu a história de um menino que aprenderia cedo o valor do trabalho e da dignidade. No calor das bancas de frutas, hortaliças e vozes da periferia, Yure Ramon da Silva Cunha começou sua caminhada. Um filho da comunidade, moldado pela simplicidade do cotidiano e pela força de quem nunca teve nada garantido — mas sempre acreditou.
Hoje, o mesmo Yure que carregava caixas e ajudava os pais nas madrugadas da feira ocupa a presidência da Câmara de Vereadores de Barreiras. Uma das funções mais estratégicas do município. E o caminho até aqui não foi fácil.
Nascido no bairro São Pedro, entre ruas de terra batida e sonhos compartilhados, Yure foi crescendo como tantos jovens da periferia: cercado por limitações, mas guiado por valores sólidos. Mas suas raízes vão além da cidade. Desde cedo, manteve laços fortes com as comunidades da Mata da Cachoeira e do Rio Branco, na zona rural de Barreiras, onde parte de sua história também foi escrita. Essas conexões com o campo ampliaram sua visão social e aprofundaram seu compromisso com as necessidades das famílias do interior. Foi ainda no grupo de jovens da igreja, o JOACRI, que ele iniciou sua liderança comunitária — não movido por ambições políticas, mas por um propósito verdadeiro: ver sua comunidade crescer junto com ele.
Em 2016, ainda jovem, candidatou-se pela primeira vez a vereador. Não foi eleito. Mas também não desistiu. Aprendeu, ouviu mais, voltou às ruas e se reconectou com a base. Em 2020, veio a primeira vitória: 989 votos — um número modesto, mas significativo. Não eram apenas números. Eram rostos, histórias, mãos estendidas de um povo que começava a acreditar nele.
E Yure não decepcionou. Com um mandato firme e ético, transformou seu gabinete em ponto de apoio para a população. Defensor das causas rurais, buscou melhorias reais para comunidades esquecidas, lutando por estradas, água potável e dignidade. Não apenas com discursos, mas com ações.
Em 2024, quando voltou às urnas, os números contaram outra história: 1.895 votos. Foi o terceiro mais votado da cidade. Mais do que uma vitória eleitoral, foi a consagração de um mandato que não abandonou suas raízes. O menino da feira agora tinha a confiança de quase duas mil pessoas. E mais: havia conquistado respeito entre seus pares.
No início de 2025, chegou ao cargo que poucos imaginavam anos atrás: presidente da Câmara Municipal. Um posto que exige equilíbrio, firmeza e visão institucional. E Yure assumiu com serenidade. Mas não esqueceu de onde veio. Nem por um dia.
“Eu sei quem eu sou. Sei de onde vim. E é por isso que eu luto todos os dias. Para que outras pessoas da periferia também possam sonhar com o impossível”, disse ele em sua posse, emocionando aliados e adversários.
A história de Yure Ramon não é apenas política. É humana. É sobre fé, insistência, dignidade e propósito. É sobre transformar a dor em força, e a origem humilde em liderança comprometida com o povo.
Num tempo em que a política muitas vezes decepciona, sua jornada devolve esperança. Mostra que é possível vencer sem se corromper. Que é possível subir sem esquecer. E que a presidência da Câmara não é um fim, mas um meio para continuar servindo — agora com ainda mais responsabilidade.
Ao lado de outros vereadores, Yure terá desafios imensos pela frente. Mas ele chega preparado. Porque quem carrega nas costas a história de quem veio de baixo, não teme altura. Tem raízes.

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